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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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CIENTISTAS BRITÂNICOS DESENVOLVEM DISPOSITIVO PARA MONITORIZAR A QUALIDADE DA ÁGUA EM PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS

Mäyjo, 12.11.15

Cientistas britânicos desenvolvem dispositivo para monitorizar a qualidade da água em países subdesenvolvidos

O acesso à água potável é uma questão essencial para muitos habitantes dos países em desenvolvimento. Contudo, os testes bacteriológicos à água envolvem a recolha de amostras nos locais e o transporte das mesmas para laboratório para serem analisadas. Ou seja, um processo demorado.

Outra solução, que recorre a tecnologias mais rápidas, é a espectrometria de massa – um processo bastante preciso que requer equipamento especializado e caro -, que permite detectar as toxinas existentes. Contudo, este método não pode ser utilizado para a monitorização constante da água e é demasiado complexo e caro para ser utilizado em países em desenvolvimento.

À procura de uma solução mais eficaz e barata para ser utilizada nestes países, os investigadores da Universidade de Bath, numa colaboração com o Laboratório de Robótica de Bristol e com a Universidade do Oeste da Inglaterra, criaram um sensor barato, através da impressão 3D, cuja energia provém das bactérias e que pode ser colocado diretamente nos rios e lagos para monitorizar constantemente a qualidade da água.

“O sensor contém bactérias que produzem uma pequena corrente eléctrica à medida que crescem e se alimentam. Os investigadores descobriram que quando as bactérias são perturbadas ao entrar em contacto com as toxinas da água, a corrente eléctrica diminui, alertando para a presença de poluentes na água”, explica a universidade no seu site.

“Percebemos que quando injectamos um poluente na água ocorre uma diminuição na corrente eléctrica produzida pelas bactérias. A queda é proporcional à quantidade de poluentes existentes e a corrente é restabelecida quando o nível das toxinas diminui”, indica Mirella Di Lorenzo, professora de engenharia química na Universidade de Bath.

Este sistema permite que a qualidade da água seja monitorizada em tempo real sem recurso a equipamentos especiais ou peritos para efetuar a análise da água, refere o Tree Hugger.

O dispositivo criado permite detectar mesmo quantidades pequenas de poluentes. Nos testes efetuados, os investigadores detectaram pequenas concentrações de cadmio nas águas testadas muito abaixo dos níveis de segurança aceitáveis.

Foto:   MPCA Photos  / Creative Commons

Wakati: o frigorífico solar para países em desenvolvimento

Mäyjo, 06.01.15

Wakati: o frigorífico solar para países em desenvolvimento

Tecnicamente, o Wakati não é um frigorífico – porque não utiliza a refrigeração -, mas a função é igual: preservar os alimentos. Nos países em desenvolvimento, onde a electricidade é escassa e cara, um meio que consiga preservar os alimentos por mais tempo pode ter um grande impacto nos rendimentos e modo de vida das populações mais desfavorecidas.

O Wakati é uma espécie de caixa esterilizada, alimentada a energia solar, que permite armazenar e ventilar os alimentos. Para que a preservação seja possível, o pequeno painel solar de três watts no topo da caixa permite alimentar um ventilador que gradualmente evapora um pequeno reservatório de água, criando um ambiente húmido e fresco dentro do Wakati.

Além de ventilar, o dispositivo não possui qualquer mecanismo de controlo da temperatura, daí que não seja uma solução de conservação alimentar a longo-prazo. Porém, o facto de permitir aumentar em alguns dias a conservação dos alimentos nestes países é um grande passo. Produtos que tenham um ou dois dias de validade em climas quentes podem ser preservados durante dez dias no Wakati. Assim, as famílias conseguem ter produtos em condições alimentares próprias durante mais dias e também os agricultores têm mais tempo para vender os seus produtos antes que estes fiquem impróprios para consumo.

Actualmente, já foram disponibilizados cerca de 100 sistemas Wakati em zonas do Haiti, Uganda e Afeganistão, escreve o TreeHugger.

O Wakati foi desenvolvido por Arne Pauwels, no âmbito de um projecto de mestrado na Universidade de Antuérpia, onde estuda desenvolvimento de produto. A concretização da tecnologia foi possível através de várias parcerias com empresas e organizações não-governamentais.